A INFLUÊNCIA DA COZINHA AFRICANA SOBRE O DAS AMÉRICAS ATRAVÉS DA ESCRAVIDÃO

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Black-Eyed-de-bico-ThiamA culinária das Américas foi fortemente influenciadaed pelo da África, de acordo com Pierre Thiam, chefe Senegalesa, autor e embaixador cultural. Para o dia internacional da comemoração vítimas da escravatura e do tráfico transatlântico de escravos, ele preparado vários pratos para ilustrar este impacto. Ele explica à Jocelyne Sambira from Africa Renovação de como ela pesquisa oont amémé à esta conclusão.

AR: Qual foi sua contribuição para o Dia Internacional em Memória da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Escravos?

PT: Eu tive que apresentar um cardápio que representasse precisamente esse tráfico de escravos porque a África teve muita influência na culinária da diáspora, especialmente nas Américas. Quando você vai a Nova Orleans, por exemplo, vê os pratos como "quiabo", alto refogado; você vê "acarajé" e muitos outros pratos. Existem ingredientes que vieram da África através do tráfico de escravos e, com esses ingredientes, as receitas chegaram também.

Então eu tive que preparar cinco pratos que são inspirados por este momento trágico na história do nosso povo. Um prato é chamado de "arroz na cama" entre os haitianos, mas em casa é chamado de "sombi". É uma sobremesa, mas eu apresentei de uma maneira bem diferente com a manga de mel assada.

Por que especialmente este "pudim de arroz"

Este pudim de arroz é simbólico. Por que eu escolhi isso? Porque não percebemos o suficiente a importância da contribuição dos africanos no espaço culinário americano.

Imagine o que os Estados Unidos seriam sem arroz. Carolina do Norte ... toda a economia foi baseada no arroz. Eles até chamaram de "Carolina Gold" ou Carolina Gold. Mas a história do arroz e sua chegada às Américas é bastante interessante porque na época, o escravo era escolhido em relação à região que cultivava arroz. Entre essas regiões, havia o sul do Senegal, a região de onde meus pais vêm, Casamança. Houve muitos ataques. Eles estavam procurando escravos porque sabiam como cultivar arroz e os levaram para os estados da Carolina ou mesmo do México. O México não conhecia arroz antes da chegada dos escravos. E essa é uma parte da história sobre a qual não falamos com bastante frequência.

É fascinante. O que te levou a fazer essa pesquisa?

RL: Ouça, comecei a pesquisar a culinária das minhas origens. Eu comecei a cozinhar profissionalmente no final dos anos 80, mas eu estava em restaurantes que não eram nada africanos. Eu trabalhei no restaurante italiano, trabalhei nos bistrôs franceses e o que aconteceu foi que eu estava em Nova York, o mundo inteiro estava lá, mas a África não estava representada, então eu Me disseram por que não fazer algumas pesquisas sobre esta cozinha, sobre minhas origens. É através desta pesquisa e viagens ao Senegal visitar meus pais, as mulheres da minha família e as mulheres africanas - na verdade, porque são eles que detêm os segredos da cozinha africana - é através deles que pensei em trabalhar neste primeiro livro. E reinterpretar suas receitas para caber na cozinha moderna. E nessa pesquisa, percebi que, de fato, havia muitos desses pratos que existiam nas Américas. Havia, claro, outras pessoas que haviam feito essa pesquisa antes de mim. Eu li livros de Jessica Harris, por exemplo, que se tornou uma boa amiga, mas fez essa pesquisa como historiadora. E eu vim como chef para confirmar o link que existia e os pratos não mudaram muito.

Você falou mais cedo do "akarajé" no Brasil que encontramos na África Ocidental também.

Sim. É comida de rua no Brasil, mas é comida de rua na África Ocidental. Eles chamam de "akarajé" e chamamos de "akara", mas é o mesmo prato com feijão preto. São as ervilhas vindas daqui que foram trazidas aqui, como arroz e quiabo. É apresentado da mesma forma com um pequeno donut crocante e é servido com um molho muito picante

"Akaraje" não é o único exemplo?

De modo nenhum, "jambalaya, feijoada, quiabo, hopping johns" são todos os pratos devolvidos ao Senegal, Nigéria, Guiné, Benin. Você verá interpretações desses pratos.

E é a mesma coisa no Caribe: os "molhos de folhas" encontrados na Guiné serão encontrados de alguma forma no Haiti ou na Jamaica.

Seus livros seriam uma maneira de honrar as vítimas desse tráfico de escravos?

PT: Absolutamente. É uma maneira de eu honrá-los. É uma maneira de se ajoelhar em sua memória, porque sem eles eu não acho que teríamos nada. Foram eles que nos permitiram, que trouxeram aquele legado que nos permitiu continuar.

– See more at: http://www.un.org/africarenewal/fr/a-la-une/l%E2%80%99influence-de-la-cuisine-africaine-sur-celle-des-am%C3%A9riques-%C3%A0-travers-l%E2%80%99esclavage#sthash.B5jOfEdZ.dpuf

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